“Por meio de Jesus, portanto, ofereçamos continuamente a Deus um sacrifício de louvor, que é fruto de lábios que confessam o seu nome. Não se esqueçam de fazer o bem e de repartir com os outros o que vocês têm, pois de tais sacrifícios Deus se agrada.” Hebreus 13:15-16
A paz que fingimos esquecer
A verdade é que nós adoramos complicar a paz. Gostamos de pensar nela como um tratado assinado em uma sala chique da ONU, algo grandioso e distante da nossa realidade — o pretexto perfeito para transferirmos e apontarmos a culpa. Mas a verdade nua e crua é outra: a Bíblia deixa claro que a verdadeira paz cristã é simples demais. Ela se resume a duas coisas que fingimos esquecer, principalmente quando abrimos as redes sociais: fazer o bem e repartir.
O problema é que o nosso ego adora o Wi-Fi. Basta um clique para a nossa empatia sumir. Nós pregamos o amor, mas massacramos quem discorda de nós nos comentários. Se é difícil ser pacífico no feed do celular, então estamos sendo hipócritas. Praticar a paz e a empatia cristã começa exatamente nos espaços onde o ego mais resiste.
Quer agradar a Deus de verdade? Faça o sacrifício que dói na carne: fale com graça mesmo com quem te atacou, trate seu rival político ou ideológico como um irmão e, principalmente, entregue na tela a mesma bondade que você exige receber. Precisamos engolir o orgulho, praticar a empatia onde ela mais dói e parar de terceirizar a paz que deveríamos estar construindo.
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Empatia bíblica: colocar-se no lugar do outro sem perder a verdade
Em Hebreus 13:3, o autor faz um apelo radical à empatia: cuide do prisioneiro como se você fosse prisioneiro junto com ele. É um convite a se colocar genuinamente no lugar de quem é diferente de nós. Não significa adotar a visão do outro, mas recusar-se a demonizá-lo — e assim promover a paz cristã respeitando a humanidade de cada pessoa. Parece fácil na teoria, mas na prática o ego reage.
E aqui está a boa notícia: o Espírito Santo pode realizar essa transformação em nossas vidas — mas apenas se permitirmos. E permitir significa tirar o nosso próprio ego do trono. O Espírito Santo não vai silenciar o seu próximo; Ele quer silenciar o seu orgulho.
Afinal, a cruz é o maior exemplo de empatia da história. Cristo não concordou com o nosso pecado, mas morreu pela nossa humanidade. A internet não precisa de mais um juiz — precisa de pessoas que se pareçam com Jesus.
O preço da empatia: por que temos tanto medo de ceder?
Vivemos na era da ostentação e do topo. Queremos acumular mais seguidores, curtidas, razão e status. O mundo virou uma arena de competição implacável, e é exatamente por isso que a empatia virou um “artigo de luxo”, quase fora do nosso vocabulário.
Sejamos honestos: ser empático exige generosidade. E a nossa carne odeia a generosidade porque ela gera o medo doentio de “perder”. Temos a falsa sensação de que, se pararmos para ouvir, acolher ou ceder espaço para o outro, perderemos o terreno que tanto lutamos para conquistar. Mas essa é a lógica falida do mundo. Essa visão mesquinha só muda quando arrancamos as lentes do ego e passamos a enxergar a vida pelos olhos do Espírito.
“Ninguém busque o seu próprio interesse, mas o do outro.” 1 Coríntios 10:24
O amor cristão nunca foi sobre reter, mas sempre sobre entregar. Enquanto você tiver medo de perder o seu status ou a sua razão, nunca irá experimentar a liberdade de amar como Jesus amou. A solução não está em proteger o seu território, mas em abrir mão dele para que o outro seja acolhido. A única forma de não ter medo de perder é parar de idolatrar o que estamos tentando segurar. Se o Espírito Santo está dentro do seu coração, permita que Ele realize essa transformação.
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Desafio prático: três coisas para mudar hoje
1. Abra mão do direito de ter a última palavra. Silencie a sua razão para salvar a paz de um ambiente.
2. Não olhe para a ofensa, olhe para a dor. Pessoas feridas ferem os outros. Talvez essa pessoa carregue fardos que você desconhece — respeite a humanidade dela, mesmo quando ela não merecer.
3. Pratique a generosidade do anonimato. Faça o bem pelo simples prazer de obedecer a Deus, sem que ninguém fique sabendo — não para inflar o seu ego com a aprovação e os aplausos da plateia.
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